Como liderar pessoas que ainda querem Patrões?

Nos últimos observei o número crescente de empresas que se preocupam em formar líderes que motivem e desenvolvam grandes equipes.

Porém ao olhar mais de perto é possível observar que mesmo com tanto tempo investido em líderes, as equipes ainda não conseguem resolver questões simples do dia a dia.

Estas equipes ainda não conseguem pensar e criar em conjunto e continuam colocando a responsabilidade de suas ações em terceiros. Falamos sobre “pensar fora da caixa” e estas equipes não ousam nem em pensar dentro dela.

Eu convivi com pessoas maravilhosas que possuem o talento para inspirar outras a seguir um caminho diferente no mundo. Mas eu também vi estes mesmos líderes sofrerem com suas empresas.

Por que isso acontece?

Somos seres humanos, e como tal queremos e buscamos nossos sonhos e metas. Queremos ser felizes e fazer diferença na sociedade. Você já ouviu isso de alguém? Pois eu já, e foram muitas pessoas.

Queremos liberdade e espaço para viver todo o nosso potencial. Buscamos líderes que nos inspirem e nos mostrem que podemos ser tudo isso.

Mas eis o que realmente acontece: Quando estas pessoas encontram espaço e a possibilidade de terreno fértil elas escolhem ficar onde estão pensando no que pode dar errado ou como serão vistas se seguirem e errarem.

Mas na realidade as pessoas querem um líder que as inspire ou que lhes dê segurança? Querem um líder que as provoque ou que apenas as diga o que fazer? Querem um líder que mostre como elas realmente são ou que somente faça elogios?

O que ocorre é que estamos liderando um horda. Pessoas que não querem líderes e contentam-se com um patrão, alguém lhes dando ordens de forma bem clara e que se possível, lhes de uma promoção por serem bonzinhos e leais.

É incrível como se tornou fácil falar de seus líderes. A àrea de Gestão de Pessoas muitas vezes  é usada como consultório para que os colaboradores despejem suas mágoas e suas críticas contra estas pessoas.  

“Ele não me escuta”. “Não me dá feedback”. “Não deixa fazer o que eu penso”. “Não me elogia”. “Não fala o que espera de mim”. “Não me diz o que pensar”. “É duro demais comigo”. “Eu não admiro meu líder”.

Concordo que muita negligência ocorre por parte do líder, mesmo assim vivemos em um momento onde ser líder de si mesmo e assumir responsabilidade é cada vez mais valorizado, sendo assim algumas reflexões precisam ser feitas:

Por que a pessoa que deveria olhar nos olhos do seu líder e falar francamente o que os ajuda construírem um caminho melhor, não faz isso

Uma das uma das causas desse tipo de dificuldade é o colaborador ter medo das consequências, perder o emprego por exemplo, o que significaria perder sua fonte de renda e isso é realmente uma possibilidade.

Outra possibilidade seria a deste colaborador não ter condições emocionais e para um debate franco e maduro com este líder, que poderia realmente ser um mau líder.

Também existem casos em que um é preparado a vida toda para ser ser um obediente, onde a única válvula de escape seria o ato de somente reclamar.

De qualquer forma precisamos ajudar não somente o líder a ser um melhor profissional, mas também as pessoas em geral a serem ótimos contribuidores individuais em suas próprias vidas.

Em um próximo vídeo trataremos deste assunto abordando como podemos mudar o padrão do colaborador que deseja ter um patrão, para um colaborador que realmente quer uma liderança de valor. Continue acompanhando as Redes Sociais da Minovelt para não perder nada.

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